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Compreendi

Hipermetropia: O que é e como corrigir?

A hipermetropia consiste na dificuldade em ver objetos próximos de forma nítida.

Conheça o que provoca este problema e quais os tratamentos!

Hipermetropia: O que é e como corrigir?

A hipermetropia é caracterizada por uma visão desfocada ao perto, embora em graus mais elevados possa afetar igualmente a visão ao longe. Este problema traduz-se num defeito da focalização da luz que chega à retina, num olho, que geralmente é mais pequeno que o normal.

A hipermetropia é mais comum nas crianças, uma vez que os seus olhos normalmente são menores do que o que deveriam ser (situação que tende a desaparecer com a idade), mas como possuem um maior poder de acomodação do que os adultos, conseguem suportar graus mais elevados de hipermetropia. Aliás, é importante referir que para as pessoas mais jovens, torna-se mais complicado diagnosticar, devido ao poder de acomodação – processo que envolve a adaptação necessária, para que a visão seja nítida em diferentes distâncias.

Esta condição do olho, tem a ver com a forma como a luz é focada. Normalmente na parte atrás da retina, ao invés de focar na própria retina. Assim, implica que este tenha de fazer demasiado esforço para focar as imagens, podendo causar dores de cabeça, dificuldades de concentração em leituras prolongadas e cansaço visual ao final do dia.

Pense nos seus olhos como uma máquina fotográfica.

Quando captam imagens, os nossos olhos  funcionam de forma idêntica a uma máquina fotográfica, absorvendo a luz e convertendo-a em sinais, que são traduzidos em imagens pelo cérebro. Quando a máquina não recebe a luz completa, não consegue fazer a focagem. O mesmo acontece com os nossos olhos.

 

Quais os sintomas mais comuns?

Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, no entanto, os primeiros sintomas desta condição passam por:

  • Cansaço
  • Fadiga visual
  • Sensação de ardor nos olhos
  • Dores de cabeça
  • Perda de capacidade de concentração em tarefas mais exigentes em visão ao perto, tais como a leitura e o uso de dispositivos eletrónicos

O tamanho dos seus olhos é determinado geneticamente. No caso de existirem defeitos, estes costumam ter um componente hereditário e, normalmente, afeta membros da família.

 

Hipermetropia: É possível corrigir?

Sim, é possível. Aliás, pequenos graus de hipermetropia podem significar que não é preciso fazer qualquer tratamento, devido à capacidade de acomodação permanente dos músculos oculares. Quando este não é o caso, pode ser tratada com o uso de lentes refrativas (óculos com lentes oftálmicas e lentes de contato) ou com a cirurgia refrativa.

  • Lentes corretivas - Falo sobretudo do uso de lentes oftálmicas ou lentes de contacto, que compensam o defeito refrativo.  Para corrigir a forma como a luz incide sobre a retina, as lentes são mais finas na extremidade e mais espessas no centro. 
  • Cirurgia - A cirurgia tem a vantagem de eliminar a necessidade de usar lentes oftálmicas, havendo diferentes tipos de cirurgia. A hipermetropia pode ser corrigida com a colocação de lentes intraoculares, (lente implantada no olho). Há também a opção de cirurgia a laser (Lasik), sendo uma solução indolor e rápida, em que o laser vai “polir” a córnea de modo a corrigir a graduação do doente.

 

Esperar nem sempre é uma virtude

Os problemas visuais manifestam-se de formas diferentes e os sintomas variam de pessoa para pessoa. Frequentemente, as pessoas afetadas por algum erro refrativo, apercebem-se gradualmente do problema, provocando um desgaste cada vez maior de ambos os olhos.

Com isto, a visão vai regredindo  cada vez mais o que, para quem sofre, por exemplo de miopia, no qual tem dificuldade em ver ao longe, ou  de hipermetropia, no qual tem dificuldade em ver objetos próximos pode levar a problemas visuais ainda mais profundos.

Se tem alguns dos sintomas aqui descritos, visite o seu especialista da visão. Como vimos anteriormente, existem várias opções, mas cada caso é um caso. Do mesmo modo que esta condição de saúde não se manifesta em todas as pessoas de igual modo, também as formas de tratamento podem variar.

Cuide da sua visão!


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Sandra Lacerda
 
Optometrista